Água na Trilha: Filtrar ou Desinfetar?
Agora existem sistemas portáteis para filtrar água na trilha, e que não custam muito barato. Será que realmente vale a pena investir dinheiro e carregar este peso na mochila? Os defensores logo alegarão: água limpa e pura é essencial. Concordo plenamente, mas a grande questão é: limpa e pura somente aos nossos olhos?
Existem basicamente dois processos de purificação da água na trilha: a filtragem e a desinfeção. A filtragem é um processo mecânico, que consiste em passar a água em um meio físico que retenha as impurezas. Entretanto, alguns microorganismos, dependendo de suas dimensões e do meio filtrante, não serão retidos, e a água, embora com bom aspecto, continuará contaminada. É difícil fabricar um filtro eficiente no tamanho e peso necessários para levarmos em nossas trilhas e travessias. O processo de desinfeção é mais eficiente na eliminação dos microorganismos. Ele pode ser por calor, fervendo a água por alguns minutos, ou químico, ao adicionarmos alguma substância que mate os microorganismos sem nos fazer mal. Não consideraremos o processo por luz solar, por ter eficiência limitada nas condições da trilha.
Nas serras e nas matas de nosso país, durante quase todo o ano, é comum nos depararmos com nascentes jorrando água fresca e de aspecto cristalino. Numa situação assim é uma redundância absurda filtrar a água. A verdadeira necessidade é a desinfecção para eliminar os microorganismos que não podemos ver. Mesmo na natureza, se próximo ao local existe ou existiu criação de animais, ou se pessoas passam por perto, há possibilidade de que a água esteja contaminada, por melhor que seja a sua aparência. Então, é mais prudente desinfetá-la. Aliás, é mais importante desinfetar do que filtrar. Podemos até tolerar uns pedacinhos de mato na água ou uma ligeira cor de barro, mas se houver contaminação de microorganismos nossa saúde estará gravemente ameaçada. Mas se você só consegue beber água cristalina, proceda a filtragem, mas não deixe de proceder também a desinfecção.
Se você vai utilizar filtragem da água e depois desinfetá-la, para o processo de filtragem basta levar um funil de plástico, um chumaço de algodão e duas garrafinhas plásticas. Com uma você coleta a água a ser filtrada. Com a outra você capta a água que está sendo filtrada. Logo em seguida proceda a desinfecção.
A maneira mais eficiente de desinfetar a água é fervendo-a durante uns cinco minutos, pelo menos. Entretanto, na trilha há algumas implicações que devemos considerar: é um processo que retardará nosso progresso, pois exigirá paradas para ferver a água e aguardar que esfrie. Este processo é mais indicado para o final do trajeto diário, quando acampamos para passar a noite. Outra implicação é a necessidade de transportar mais combustível, e portanto, mais peso, o que compromete nosso objetivo de caminhamos mais leves. Mas se a única água disponível for suspeita de muita contaminação (água parada, ou cheiro forte, ou com matéria orgânica, algas, etc) não deixe de fervê-la, e durante uns dez minutos.
No nosso caso o mais indicado é a desinfecção química. Um pequeno frasco da substância desinfetante não acrescenta muito peso ao nosso equipamento. E o processo de desinfecção acontece enquanto caminhamos. As substâncias mais utilizadas são: hipoclorito de sódio (cloro), peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e tintura de iodo. Todos devem ser utilizados na dosagem adequada. No caso do cloro, depende da concentração. Geralmente o rótulo do produto recomenda a dosagem adequada para desinfecção da água para o consumo humano. Geralmente deve-se aguardar no mínimo uma hora para consumir a água, agitando-a de vez em quando. Utilizando-se tintura de iodo, a recomendação é de três gotas por litro. Agitar e aguardar trinta minutos para consumir. O Tempo deve ser observado para a eliminação dos microorganismos e também para maior evaporação possível do cloro.
Particularmente prefiro a água oxigenada. Ela possui quase o mesmo poder desinfetante do cloro, sendo menos agressiva. E o iodo pode causar reações alérgicas em algumas pessoas. O uso prolongado da água oxigenada pode sequestrar quantidades de ferro do organismo. Mas o uso por um período de poucos dias e observando-se a dosagem recomendada não apresenta perigo. Deve-se utilizar uma quantidade correspondente a uma colherzinha de café por litro d'água, agitar e aguardar por trinta minutos agitando ocasionalmente. Como no caso do cloro, isto ajudará a eliminar a maior quantidade possível de água oxigenada.
Mais algumas dicas:
1. Antes de sair pesquise a localização de pontos d'água (nascentes, riachos) em um mapa topográfico do percurso de sua trilha (use um do IBGE). Informe-se também com outros excursionistas. Assim você poderá planejar onde serão seus reabastecimentos de água.
2. Mesmo desinfetando a água, seja precavido. Evite coletar água de rios, pois há maior possibilidade de contaminação e poluição. Dê preferência a nascentes e pequenos cursos dágua nas encostas de montanhas ou nas matas, distantes de esgotos e despejos industriais. Evite também água parada ou frequentada por caracóis. Assim haverá menos possibilidade de contaminação grave ou poluição.
3. Após esperar o tempo de desinfecção e evaporação, podemos acrescentar eletrólitos saborizados em pó. Além de disfarçarem um "gostinho" residual da substância desinfetante, ajudam a repor substâncias consumidas e eliminadas durante a atividade física, como o sódio e o potássio. Essas substâncias também ajudam nosso organismo a "absorver" a água que bebemos. Estão à venda em saquinhos cada um para dissolver em 750 ml.
4. Reutilize as garrafas plásticas de Gatorade para colocar sua água. São mais leves e de custo bem menor do que as de alumínio ou que os cantis. Somente tenha cuidado para que não sofram quedas, pois podem rachar.
5. Saia de casa já com um suprimento d'água. Assim, terá de consumir menos água desinfetada. Costumo utilizar duas garrafinhas de água de 750 ml. Obviamente, se o percurso for grande e com poucos pontos d'água, haverá necessidade de um suprimento maior de água, e portanto, os recipientes deverão ser de maior capacidade.
6. Não contamine as nascentes e riachos. Faça suas necessidades fisiológicas a pelo menos 50 metros de distância deles. Pegue água e escove os dentes distante dos pontos d'água, e não jogue lixo neles (traga todo o lixo de volta).
7. Beba muita água e não espere ter sede para beber. É muito importante manter-se bem hidratado.
Lembre-se que água é vida. É também no sentido espiritual. A alma do ser humano também sente sede. Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador, é a verdadeira fonte de vida eterna e convida a todos que têm sede a irem a Ele (Bíblia Sagrada, João 4:14, 7:37-38).
Particularmente prefiro a água oxigenada. Ela possui quase o mesmo poder desinfetante do cloro, sendo menos agressiva. E o iodo pode causar reações alérgicas em algumas pessoas. O uso prolongado da água oxigenada pode sequestrar quantidades de ferro do organismo. Mas o uso por um período de poucos dias e observando-se a dosagem recomendada não apresenta perigo. Deve-se utilizar uma quantidade correspondente a uma colherzinha de café por litro d'água, agitar e aguardar por trinta minutos agitando ocasionalmente. Como no caso do cloro, isto ajudará a eliminar a maior quantidade possível de água oxigenada.
Mais algumas dicas:
1. Antes de sair pesquise a localização de pontos d'água (nascentes, riachos) em um mapa topográfico do percurso de sua trilha (use um do IBGE). Informe-se também com outros excursionistas. Assim você poderá planejar onde serão seus reabastecimentos de água.
2. Mesmo desinfetando a água, seja precavido. Evite coletar água de rios, pois há maior possibilidade de contaminação e poluição. Dê preferência a nascentes e pequenos cursos dágua nas encostas de montanhas ou nas matas, distantes de esgotos e despejos industriais. Evite também água parada ou frequentada por caracóis. Assim haverá menos possibilidade de contaminação grave ou poluição.
3. Após esperar o tempo de desinfecção e evaporação, podemos acrescentar eletrólitos saborizados em pó. Além de disfarçarem um "gostinho" residual da substância desinfetante, ajudam a repor substâncias consumidas e eliminadas durante a atividade física, como o sódio e o potássio. Essas substâncias também ajudam nosso organismo a "absorver" a água que bebemos. Estão à venda em saquinhos cada um para dissolver em 750 ml.
4. Reutilize as garrafas plásticas de Gatorade para colocar sua água. São mais leves e de custo bem menor do que as de alumínio ou que os cantis. Somente tenha cuidado para que não sofram quedas, pois podem rachar.
5. Saia de casa já com um suprimento d'água. Assim, terá de consumir menos água desinfetada. Costumo utilizar duas garrafinhas de água de 750 ml. Obviamente, se o percurso for grande e com poucos pontos d'água, haverá necessidade de um suprimento maior de água, e portanto, os recipientes deverão ser de maior capacidade.
6. Não contamine as nascentes e riachos. Faça suas necessidades fisiológicas a pelo menos 50 metros de distância deles. Pegue água e escove os dentes distante dos pontos d'água, e não jogue lixo neles (traga todo o lixo de volta).
7. Beba muita água e não espere ter sede para beber. É muito importante manter-se bem hidratado.
Lembre-se que água é vida. É também no sentido espiritual. A alma do ser humano também sente sede. Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador, é a verdadeira fonte de vida eterna e convida a todos que têm sede a irem a Ele (Bíblia Sagrada, João 4:14, 7:37-38).

Comentários
Postar um comentário